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o que é

O diabetes é uma doença crônica na qual o organismo não é capaz de produzir a quantidade de insulina necessária para manter a glicose no sangue em níveis normais, sendo que, em alguns casos, a insulina também encontra dificuldade em exercer o seu efeito. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e sua principal função é promover o deslocamento da glicose sanguínea para o interior das células do corpo, onde ela será utilizada como fonte de energia.

Os defeitos de produção e ação da insulina levam a uma elevação da glicose sanguínea (hiperglicemia), a qual causa lesões em vasos sanguíneos de pequeno e grande calibre com consequente surgimento de complicações nos órgãos irrigados por esses vasos.

Entre as lesões mais comuns que acometem vasos pequenos, o paciente pode apresentar problemas na visão (retinopatia), nos rins (doença renal) e na inervação do corpo (neuropatia).

Já as complicações decorrentes de lesões nos vasos de grande calibre são representadas pelo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e pelo comprometimento da circulação do sangue por obstrução dos vasos sanguíneos (doença vascular periférica).

Existem vários tipos de diabetes, sendo o diabetes tipo 1 e o tipo 2 os mais comuns.

O diabetes tipo 1 é causado por uma reação autoimune do nosso organismo na qual o sistema de defesa do corpo ataca as células pancreáticas que produzem a insulina. A doença é mais comum em crianças e adultos jovens.

Já o diabetes tipo 2 representa 90% de todos os casos da doença e caracteriza-se pela deficiência relativa que o paciente tem de produzir a insulina, associada à dificuldade deste hormônio em exercer a sua função, principalmente por conta da obesidade.

Outra variável importante é que o diabetes tipo 2 tem um componente hereditário que geralmente manifesta-se após os 40 anos, mas que tem aumentado em pessoas mais jovens devido ao crescente aumento de obesidade nesta faixa etária.

O diabetes gestacional acomete 1 em cada 20 gestantes e geralmente é transitório, ou seja, desaparece após o parto. Apesar disso, estima-se que metade das mulheres com histórico de diabetes gestacional venha a desenvolver diabetes tipo 2 em cinco ou dez anos após o parto.

Outros tipos de diabetes menos comuns são os causados por medicamentos ou por fatores genéticos.

sintomas

De um modo geral, o diabetes é uma doença silenciosa. Quando a glicose sanguínea ultrapassa 250 mg/dl é possível que os pacientes apresentem alguns sintomas como o aumento do volume urinário, sede excessiva e perda de peso involuntária.

A hiperglicemia também pode incluir sintomas de cansaço, visão borrada e infecções por fungos na boca e órgãos genitais.

Além dos sintomas decorrentes da elevação da glicemia propriamente dita, existem também outras manifestações clínicas e consequências decorrentes das complicações crônicas do diabetes. Conheça algumas delas:

Complicações microvasculares

As complicações microvasculares ocorrem em partes do corpo irrigadas por pequenos vasos, como olhos, rins e nervos.

Retinopatia diabética (RD): é a principal causa de cegueira em adultos e pode se iniciar depois dos primeiros cinco anos do surgimento do diabetes, sobretudo quando a glicose sanguínea não está controlada. Quando detectada e tratada da maneira adequada, o risco de cegueira associado à RD é reduzido para menos de cinco por cento. Outras doenças oculares como catarata e glaucoma também podem se manifestar em pessoas com diabetes.

Doença renal do diabetes (DRD): entre 30 e 50% dos indivíduos com diabetes apresentam uma redução na capacidade de filtração dos rins e perda anormal de proteínas pela urina. A DRD também pode aumentar a chance do surgimento de insuficiência cardíaca e morte cardiovascular. Entre os sinais e sintomas mais comuns da DRD estão o aumento da pressão arterial e inchaços pelo corpo. Quando em estágios mais avançados nos quais a função renal torna-se insuficiente, os pacientes podem precisar realizar diálise ou transplante renal.

Neuropatia diabética (ND): entre 50 e 90% das pessoas com diabetes podem apresentar a ND, classificada em periférica e autonômica. Os principais sintomas da ND periférica são: perda de sensibilidade, sensação de formigamento e dor nos pés, pernas e mãos. Já a ND autonômica pode estar associada a problemas urinários, digestivos e cardiovasculares.

Complicações macrovasculares

As complicações macrovasculares ocorrem em partes do corpo irrigadas por vasos maiores, como coração, cérebro e membros inferiores.

Pessoas com diabetes têm risco duas vezes maior para infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral devido aos níveis elevados de glicose no sangue e também por conta de outros fatores de risco cardiovascular, tais como doenças do colesterol, pressão alta e obesidade.

Já as doenças vasculares periféricas (DVP) são até oito vezes mais frequentes em indivíduos com diabetes. Para se ter uma ideia, a associação da DVP com a ND periférica é responsável por cerca de 60 mil amputações por ano nos Estados Unidos.

quem está sujeito

O surgimento do diabetes tipo 1 está associado à predisposição genética e a um componente autoimune, sendo que outros fatores de risco ainda estão sendo pesquisados, tais como o histórico familiar e a exposição a algumas infecções virais.

Já os fatores de risco para o diabetes tipo 2 são bem estabelecidos. Portanto, fique atento à regularidade em consultas médicas e exames periódicos caso apresente pelo menos um dos fatores de risco abaixo:

  • Histórico familiar para diabetes tipo 2;
  • Sobrepeso ou obesidade, principalmente se a gordura estiver concentrada na região abdominal;
  • Sedentarismo;
  • Idade superior a 40 anos;
  • Pressão alta;
  • Colesterol ou triglicerídeos elevados;
  • Diagnóstico de pré-diabetes;
  • Apneia do sono;
  • Síndrome de ovários policísticos;
  • Histórico de diabetes gestacional.

diagnóstico

O diagnóstico de diabetes é realizado através de exames de sangue e os parâmetros usados como base para a detecção da doença são: a medição da glicemia de jejum, na medição duas horas após a sobrecarga de 75 gramas de glicose no teste de tolerância oral à glicose (TTOG), além do exame de hemoglobina glicada (HbA1c) e de glicemia ao acaso, quando há a presença de sinais de diabetes descompensado. Confira os valores de referência que indicam a doença:

  • Glicemia de jejum (mínimo de 8 horas de jejum) ³ 126 mg/dl
  • Glicemia 2 horas após a sobrecarga de 75 gramas no TTOG ³ 200 mg/dl
  • Hemoglobina glicada (HbA1C) ³ 6,5%
  • Glicemia ao acaso na presença de sintomas de diabetes descompensado ³ 200 mg/dl

Observações:

A HbA1c representa a média do controle glicêmico nos 60-80 dias anteriores à realização do exame.

O diagnóstico de diabetes deve sempre ser confirmado pela repetição do exame em outro dia, a menos que haja hiperglicemia inequívoca na presença de sintomas de diabetes descompensado.

Para realizar o diagnóstico de pré-diabetes, são utilizados os seguintes valores de referência:

  • Glicemia de jejum entre ³ 100 a < 126 mg/dl
  • Glicemia 2 horas após a sobrecarga de 75 gramas no TTOG ³ 140 a < 200 mg/dl
  • HbA1c ³ 5,7% a < 6,4%

Para indivíduos adultos que já sabem ter a doença, a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda glicemia de jejum < 100 mg/dl, glicemia 2 horas após a refeição < 160 mg/dl e HbA1c < 7%.

Além disso, outros exames e avaliações devem servir de acompanhamento da doença, tais como:

  • Pesquisa de microalbuminúria: é um exame que visa determinar se há a eliminação de quantidades anormais de proteína (albumina) pela urina. Quando apresenta valores elevados, pode caracterizar a nefropatia diabética, um dos componentes da doença renal do diabetes;
  • Avaliação da retina: pode ser realizada no próprio consultório através do exame de fundo de olho ou através de um exame chamado mapeamento de retina e serve para saber se há ou não a retinopatia diabética.

O seu médico deve estar atento também a outras dosagens no sangue, tais como os de colesterol e frações, triglicérides, creatinina (para avaliação do funcionamento dos rins), TGO e TGP (para pesquisa de lesão do fígado), sendo que a realização de exames mais específicos dependerá da análise do médico de acordo com a necessidade de cada paciente.

prevenção

Até o presente momento, não há como prevenir o surgimento do diabetes tipo 1 e os fatores de risco que promovem a destruição das células do pâncreas produtoras de insulina ainda estão sob investigação.

            No caso do diabetes tipo 2, a forma mais eficaz de prevenção é a mudança no estilo de vida, adotando hábitos alimentares mais saudáveis e praticando exercícios físicos regularmente.

Recentemente, a Federação Internacional de Diabetes publicou algumas dicas de alimentação para a prevenção de diabetes tipo 2. Confira abaixo:

  • Prefira água, café ou chás ao invés de refrigerantes ou outras bebidas açucaradas;
  • Inclua pelo menos três porções de vegetais, verduras e frutas por dia na sua alimentação;
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Opte por consumir carnes brancas (frango ou peixe) ao invés de carnes vermelhas ou processadas;
  • Prefira arroz, pães e massas integrais;
  • Opte pelo consumo de gorduras insaturadas presentes no azeite de oliva e em óleos como os de canola, milho e girassol. Evite o consumo de gorduras saturadas (óleo de palma ou dendê, óleo de coco e gorduras de fonte animal, que estão presente nas carnes e na manteiga).

Quanto aos exercícios físicos, a prática de pelo menos 150 minutos por semana, já auxiliam no tratamento do diabetes porque aumenta o gasto energético e auxilia na manutenção da massa muscular e no controle da compulsão alimentar, prevenindo o ganho de peso e tratamento da obesidade, assim como a estabilização do colesterol e pressão alta.

Os indivíduos com pré-diabetes têm um risco aumentado para o surgimento de diabetes tipo 2. Por isso, além das mudanças de estilo de vida, o médico pode julgar necessário o uso de algum medicamento para evitar o aumento progressivo da glicose sanguínea.

tratamento

Independentemente do tipo, o tratamento do diabetes deve ser individualizado e respeitando as características, necessidades e preferências de cada paciente no que se refere à dieta, exercícios e medicamentos. Confira algumas dicas do FazBem para lidar com a doença:

  • Orientação Alimentar

Em linhas gerais, os pacientes devem receber orientações sobre macro nutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e micro nutrientes (vitaminas, fibras e sais minerais).

No caso de portadores de diabetes tipo 2, em sua maioria, deve-se evitar o consumo de carboidratos e alimentos calóricos que provocam aumento súbito da glicose sanguínea, uma vez que 85% desses pacientes encontram-se acima do peso e também precisam emagrecer.

Como a orientação alimentar deve ser individualizada, sempre que possível, procure um profissional da área de nutrição para realizar o controle adequado dos alimentos que comporão sua dieta.

  • Pratica de exercícios
  • Medicamentos

Os medicamentos para o tratamento do diabetes incluem as insulinas e agentes antidiabéticos representados por comprimidos e fármacos injetáveis diferentes da insulina.

Apenas o médico poderá prescrever um medicamento com as orientações adequadas sobre a sua eficácia e segurança.

  • Insulinas e agentes antidiabéticos (comprimidos e fármacos injetáveis diferentes da insulina)

Educação em Diabetes

Todos os pacientes quando bem informados podem se prevenir de complicações agudas e crônicas. Veja abaixo alguns itens que não podem faltar no processo de educação em diabetes:

  • Medir as taxas de açúcar no sangue em horários específicos. Os valores da glicemia e os horários devem ser anotados para correlação com as refeições e medicamentos utilizados;
  • Saber identificar os sintomas de açúcar baixo (hipoglicemia) e alto (hiperglicemia);
  • Saber como prevenir a ocorrência de hipoglicemias (hiperlink) relacionadas à prática de exercícios;
  • Ter cuidados com os pés, visando prevenir a ocorrência de lesões.
  • Conservar os medicamentos do modo correto, principalmente os requerem refrigeração.
  • Aplicar corretamente os medicamentos injetáveis.

Por outro lado, o diabetes tipo 2 pode ser evitado e a forma mais eficaz de prevenção reside nas mudanças de estilo de vida. Essas mudanças incluem a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e a prática regular de exercícios físicos, sendo que essas medidas em conjunto visam também prevenir o sobrepeso e a obesidade.

Recentemente, a Federação Internacional de Diabetes publicou algumas dicas de alimentação para a prevenção de diabetes tipo 2. Confira!

continuidade & check-up

O número de consultas e a realização de exames podem variar de duas a quatro vezes por ano, dependendo da necessidade de cada paciente.

Ao visitar o seu médico, procure sempre levar o monitor de glicose e seus registros de glicemia para que ele possa avaliar se você está monitorando a doença corretamente.

Além disso, mantenha sempre em mãos as medicações que está usando, levando consigo as doses e os horários habituais da administração dos medicamentos, por exemplo.

Referências:

[1] IDF, atlas 7th edition http://www.diabetesatlas.org

[2] SBD Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2015-2016) / Adolfo Milech...[et. al.]; organizac¸a~o Jose´ Egidio Paulo de Oliveira, Se´rgio Vencio - Sa~o Paulo: A.C. Farmace^utica, 2016.

[3] American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes - 2017. Diabetes Care. 2017. Disponi´vel em: http://professional.diabetes.org/sites/ professional.diabetes.org/files/media/dc_40_s1_final. pdf. Acesso em 09 de janeiro de 2017.

[4] Diretrizes Brasileiras de Obesidade 2016. ABESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndroe Metabólica – 4 ed – São Paulo, SP.

[5] http://www.diabetes.org.br/publico/vivendo-com-diabetes/mitos-e-verdades

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Salmão ao pesto de rúcula

segunda-feira, 07 de agosto de 2017

Esta receita é desenvolvida para ajudar em uma alimentação saudável e equilibrada, mas não dispensa acompanhamento médico.


Ingredientes

  • 750g de salmão Pesto de rúcula:
  • ½ maço de rúcula sem talo (80g)
  • 4 colheres (sopa) de ricota
  • 1 dente de alho picado
  • 3 colheres (sopa) de azeite extra virgem
  • Sal a gosto

Modo de preparo

Grelhe o salmão, em frigideira, temperado só com sal. Coloque o salmão no prato e despeje o pesto de rúcula por cima. Para o pesto: bata todos os ingredientes no liquidificador colocando o azeite aos poucos.

Tempo de preparo

25 minutos

Rendimento

15 porções

Informação nutricional

 Quantidade por Porção%VD
Valor Energético85 kcal = 357 Kj4
Carboidratos0 g0
Proteínas11 g15
Gorduras Totais4.7 g9
Gorduras Trans0 g***
Gorduras Saturadas1.0 g5
Fibra Alimentar0 g0
Sódio38 mg2

Valores de referência

(*) % Valores Diários de Referência com base em uma dieta de 2000 Kcal ou 8400 Kj. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

Dados da nutricionista

Nome: Dra. Franciele Lobo
CRN: 23531

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