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o que é

Também conhecido como DRGE, o refluxo gastroesofágico acontece quando o ácido presente dentro do estômago não consegue seguir o fluxo normal da digestão e acaba voltando pelo esôfago.

Esse movimento ‘de volta’ pode causar queimação no tórax, sensação de azia e até vômitos, com um sabor desagradável que pode até ser sentido na garganta.

sintomas

Se a azia ocorrer mais que duas vezes ao dia ou se não for avaliada precocemente, o paciente pode apresentar problemas mais sérios de saúde, como úlcera e irritação das vias respiratórias. Por isso, fique atento aos sintomas, os mais comuns são:

  • Azia
  • Dor no tórax
  • Rouquidão pela manhã
  • Mau hálito
  • Dificuldade para engolir
  • Sensação de que o alimento fica preso na garganta
  • Dor de garganta e inchaço nessa região

Náusea após as refeições

quem está sujeito

Alguns fatores são considerados de risco quando se trata do desenvolvimento dessa doença, entre eles o excesso de peso porque faz com que a pressão sobre o abdômen aumente, facilitando o retorno dos ácidos estomacais ao esôfago.

Mais de 50% das mulheres grávidas têm azia durante a gravidez por conta dos hormônios da gravidez e da pressão do feto em crescimento, sendo que na maioria dos casos, o problema desaparece após o parto.

O tabagismo também estimula a produção de ácidos estomacais, pois relaxa o esfíncter esofágico, válvula entre o esôfago e o estômago, e facilita o retorno do líquido ao esôfago.

A associação entre a asma e o refluxo ainda não é clara, mas estudos mostram que mais de 75% dos pacientes com asma também sofrem de DRGE.

Mesmo que se encaixe em algum dos fatores de risco, a doença pode ser prevenida.

diagnóstico

A DRGE é uma doença crônica que pode ser evitada. Caso apresente algum dos sintomas, procure um gastroenterologista.

Entre os exames mais comuns solicitados para diagnosticar a doença estão a Endoscopia, raio-x da área digestiva e a Phmetria esofágica.

No caso da endoscopia, o exame é realizado sob sedação para maior conforto do paciente. Um tubo flexível com iluminação e uma microcâmara na ponta são inseridos pela boca do paciente em direção ao estômago para avaliar se há lesões ou infecções no trato digestivo.

Os pacientes que necessitam realizar Raio-x da área digestiva, precisam tomar contraste com  uma hora de antecedência para a realização da radiografia.
A Phmetria esofágica é um exame feito com a aplicação de um anestésico na narina para que se possa introduzir um cateter que analisa faringe, esôfago e estômago, e ainda mede a função do esôfago e acidez das substâncias digestivas. É necessário jejum mínimo de 4 horas.
Com o diagnóstico em mãos, o médico indicará o melhor tratamento para cada caso.

prevenção

Frituras e alimentos gordurosos podem atrasar o esvaziamento do estômago, aumentando o risco de desenvolver os sintomas do refluxo. Vale a pena evitar também o excesso de alimentos como os derivados do leite, chocolate e proteínas.

Frutas são importantes para uma dieta saudável, mas para quem tem pré-disposição a desenvolver a DRGE, algumas frutas cítricas podem causar ou piorar os sintomas.

Um estudo da Johns Hopkins Medicine mostra que uma dieta com alto teor de fibras tais como as versões integrais dos alimentos e dos cereais podem diminuir em 20% o risco de ter DRGE. Para deixar a adaptação mais fácil, consulte o livro de receitas do Fazbem para ter uma alimentação mais saudável.

Assim como o sobrepeso, que é um grande vilão porque aumenta a pressão sobre o abdômen e favorece a má digestão, o consumo de álcool e o tabagismo dificultam a utilização do suco gástrico pelo estômago.
Se você sente algum desses sintomas, vale a pena procurar um médico.

tratamento

Algumas alterações no estilo de vida e o uso de medicamentos já podem resolver e controlar a doença sem que haja a necessidade de procedimentos cirúrgicos.
O consumo moderado de bebidas alcoólicas com o fim de se evitar estimular a produção de ácido no estômago, bem como uma restrição alimentar e dieta poderá ser orientada pelo médico, juntamente com a prescrição de medicações tais como antiácidos e bloqueadores da produção dos ácidos estomacais que ajudarão no alívio dos sintomas e que facilitarão a regeneração dos tecidos lesados pela inflamação.
Existem dois grupos de medicamentos com essa finalidade: os inibidores da bomba de prótons, que reduzem a produção dos ácidos estomacais, e os antagonistas do receptor H2, que inibem a secreção de ácido no tratamento das úlceras gastrointestinais.
Casos cirúrgicos
A cirurgia para refluxo é indicada quando o uso de medicamentos não dá resultados no controle do quadro. Realizada por laparoscopia e sem a necessidade de grandes cortes, a cirurgia utiliza o próprio estômago para construir uma nova válvula ao redor da ponta do esôfago com o objetivo de criar uma barreira anti-refluxo. Por ser um procedimento pouco invasivo, o paciente geralmente recebe alta no dia seguinte.
Por se tratar de uma doença crônica, o tratamento recomendado pelo médico bem como a rotina do paciente deverão ser mantidos.

continuidade & check-up

Mesmo com as mudanças na alimentação, é possível comer de forma saudável e prazerosa durante todo o tratamento.

Evite dormir logo após as refeições e tente se alimentar até três horas antes de deitar, pois ao deitar, a pressão sobre o aparelho digestivo aumenta e facilita o refluxo.

Em muitos casos, o tratamento indicado pelo seu médico serve para aliviar os sintomas e até fazer com que a doença despareça. Se depois de um tempo de tratamento surgir algum desconforto, converse com o seu médico para que ele possa reavaliar o seu quadro clínico e dar novas orientações para melhorar o seu bem estar.

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Por que o refluxo pode voltar?

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A importância de seguir corretamente o tratamento indicado pelo seu médico

Quem nunca comeu demais, que atire a primeira pedra! Seja em uma festa entre família e amigos ou uma ocasião especial, em um restaurante, podemos acabar exagerando na comida e, por vezes, no mesmo dia ou no dia seguinte, acabar sentindo aquela queimação. Esses exageros, em especial quando repetidos, podem trazer problemas sérios para sua saúde.

Quando a azia/queimação pode ser sinal de alerta?

A popular azia/queimação é comum. É aquela sensação de queimação que parece surgir no estômago e subir até a garganta. Contudo, se temos esse sintoma com frequência, podemos estar sofrendo da doença do refluxo gastroesofágico.

O que seria a doença do refluxo gastroesofágico?

A doença ocorre basicamente por uma diminuição da pressão do fechamento do chamado esfíncter esofagiano inferior, uma espécie de anel que contrai e fecha a passagem do alimento entre o esôfago e o estômago, para que não possa voltar (1, 2). Com o fechamento incompleto, parte do alimento e o suco gástrico entram em contato com a parede do esôfago, causando uma sensação de queimação e podendo chegar até a garganta e causar um gosto azedo e ácido na boca. Se não tratada, pode se agravar e causar inflamação crônica com formação de “feridas” no esôfago (conhecidas como úlceras). Ao longo de muitos anos, essas úlceras podem aumentar o risco de câncer do esôfago (2).

Como é o tratamento?

É importante você procurar um médico para avaliar o seu caso. O tratamento tem dois pilares: intervenções não medicamentosas e medicamentosas. As intervenções não medicamentosas devem abordar excesso de peso, hábito de fumar, hábito de ingerir bebidas alcoólicas e estresse (3). Assim, a adoção de um estilo de vida mais saudável, sempre procurando limitar a ingestão de alimentos gordurosos, diminuir o uso de cigarro e álcool e adoção de uma rotina de atividades físicas pode auxiliar a pessoa a amenizar os sintomas. Outras recomendações, como elevar a cabeceira da cama e evitar líquido nas refeições, também são válidas (4). Procure fazer refeições mais leves e evite alimentos que podem relaxar o esfíncter do esôfago, como chocolates e alimentos gordurosos à noite. O segundo pilar de tratamento é o medicamentoso. A função dos remédios é de diminuir a produção de ácido pelo estômago, podendo ser associados a outros medicamentos que diminuem o tempo que o alimento fica nele e outros que neutralizam o ácido do suco gástrico, aliviando a a sensação de queimação (2, 4).

Seguindo a recomendação do meu médico, vou melhorar?

Muito provavelmente, sim, mas fique atento aos seus sintomas durante e após o tratamento indicado. Se os sintomas persistirem, piorarem ou retornarem, procure seu médico para uma reavaliação!

Por quanto tempo devo seguir o tratamento médico?

É claro que pode variar de caso a caso. Como regra geral podemos dizer que as medidas não farmacológicas devem seguir para o resto da vida! Sim, acredite, esse seria o ideal. Pois há uma tendência de relaxarmos quando os sintomas desaparecem, não é mesmo? Nesse caso, o nosso “relaxamento” pode reacender o problema! O tratamento medicamentoso poderá ser indicado por um tempo limitado (ex. 8-12 semanas) ou por um período prolongado (ex. alguns anos).Novamente, recomendamos que você converse com seu médico para ver qual é a melhor abordagem para seu caso em particular.

O que eu ganho com o controle da doença?

Além dos nossos parabéns, com a doença sob controle você poderá evitar complicações crônicas do refluxo, algumas delas graves, como o fechamento do esôfago (chamada de estenose esofágica) ou mesmo o câncer de esôfago!

Quais os maiores desafios que vou enfrentar?

Acreditamos que manter o foco e a adesão das medidas não medicamentosas e medicamentosas no longo prazo pode ser muito difícil, em especial quando os sintomas desaparecem com o tratamento inicial. Porém, caso o seu médico indique tratamento continuado, ele tem boas razões para tal! Mantenha o foco e a motivação. Peça ajuda a familiares e amigos e siga em frente com o problema controlado! Tenha em mente que o sucesso do tratamento depende do seu engajamento em seguir as recomendações do seu médico. Caso haja persistência ou os sintomas retornem, procure seu médico para uma reavaliação. Ele poderá indicar a melhor conduta!

Referências


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