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O câncer de mama é o tumor mais comum em mulheres acima dos 35 anos. O histórico familiar é um dos principais fatores de risco, mas outras questões também podem ser consideradas tais como o início do ciclo menstrual antes dos 12 anos, primeira gravidez após os 30 e menopausa depois dos 50 anos. Mesmo sendo apenas 1% dos casos diagnosticados, os homens também podem desenvolver esse tipo de câncer.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que em 66,2% dos casos de câncer de mama é a própria mulher quem detecta os primeiros sinais da doença através do autoexame e da percepção de alterações na aparência dos seios.

Dados do Instituto de Câncer Americano mostram que as taxas de sobrevivência são altas e, quando diagnosticado em estágio inicial, podem chegar a 99%.

O Fazbem separou algumas informações sobre a doença, tratamento e reações, além de dicas para a autoestima e qualidade de vida para os pacientes.

o que é

Um tumor maligno que se desenvolve nos seios por consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células dessa região e que passam a se dividir descontroladamente. Essas células podem ser dos lobos mamários, das células produtoras de leite ou dos ductos por onde é drenado o leite.

Os tipos mais comuns são:
Carcinoma ductal in situ diagnosticado em fase inicial e que geralmente não possui capacidade de desenvolver metástase;
Carcinoma ductal invasivo que é um tipo bastante comum e com capacidade de desenvolver metástase;
Carcinoma lobular invasivo, que apresenta risco de desenvolvimento de câncer na outra mama e também ao câncer de ovário.

Além de cirurgia, o tratamento do câncer de mama pode envolver quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia, dependendo do estágio da doença e das condições clínicas do paciente.

tratamento

É possível que pacientes com doenças no mesmo estágio possam ser submetidos a tratamentos diferentes e a indicação de tratamento feita pelo oncologista deve ser individualizada e de acordo com as possibilidades, riscos e benefícios de cada intervenção, mesmo o tratamento de câncer de mama sendo primordialmente cirúrgico e complementado com radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia.

A cirurgia conservadora ou quadrantectomia é geralmente indicada no estágio inicial da doença, com retirada parcial da mama. Já a mastectomia, que é a retirada total da mama, é indicada para pacientes que apresentam tumores avançados e que já foram submetidos a tratamento com radioterapia em região mamária ou torácica anteriormente.

 O procedimento cirúrgico também poderá ser realizado na região das axilas para a retirada de um ou mais gânglios que apresentam risco de ser acometidos pelas células cancerígenas.

Já a radioterapia utiliza uma radiação capaz de matar ou diminuir os tumores e é indicada para os tumores que ainda não se espalharam e também nos casos em que o câncer de mama não pode ser retirado completamente com a cirurgia.

O tratamento com quimioterapia utiliza medicamentos orais ou intravenosos com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

Existe também a hormonioterapia, que é a administração de comprimido via oral por um período de cinco anos. O tratamento é normalmente indicado para pacientes com receptores hormonais positivos, diagnosticados no laudo da biópsia.

Atualmente, as terapias-alvo com a utilização de medicamentos que atuam diretamente contra as células cancerígenas pode ser um procedimento quando o paciente possui alguma mutação especifica.

E a imunoterapia, feita com o uso medicamentos injetáveis que estimulam o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas.

O acompanhento pós-diagnóstico e tratamento é feito a cada seis meses nos primeiros cinco anos e anualmente depois desse período com o fim de prevenir possíveis complicações e os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa.

reações

O câncer é uma doença que costuma afetar diretamente a saúde física e emocional dos pacientes porque o procedimento cirúrgico e os métodos terapêuticos podem mexer diretamente com a vaidade e confiança de toda a família. Sintomas como perda de cabelo, náuseas, diminuição do desejo sexual, fraqueza e hematomas pelo corpo podem ser apresentados.

Queda de cabelo, náuseas, perda do apetite e cansaço excessivo são algumas reações percebidas em diversos pacientes, principalmente no tratamento com quimioterapia.

Pacientes que passam por radioterapia também podem apresentar alterações e vermelhidão na área da pele em que recebe a radiação, além de tosse e dor de garganta.

No caso das terapias-alvo, é comum o paciente apresentar vermelhidão na pele e diarreia.

E na hormonioterapia, o fato de ele eliminar o efeito de determinado hormônio no organismo, podem surgir outros sintomas tais como ondas de calor pelo corpo, impotência sexual, ressecamento ou irritação vaginal, além de alterações dos níveis das gorduras do sangue, ganho de peso e maior risco de se desenvolver trombose.

É possível aliviar esses efeitos colaterais?
Sim. O médico responsável pode receitar medicações que aliviam os possíveis efeitos de cada tratamento e é importante lembrar que as consequências causadas pelos diferentes tratamentos normalmente desparecem com a sua finalização.  Por isso, não desanimar é o mais importante para a eficácia do tratamento.

cuide-se

Retirar parte ou totalmente a mama, bem como passar por tratamentos com efeitos colaterais incômodos, afetam diretamente a saúde física, emocional e psicológica dos pacientes. O portal Fazbem quer trazer dicas de como enfrentar o dia a dia da doença.

A região das mamas está diretamente relacionada a sexualidade, maternidade e feminilidade. A reconstrução pode trazer conforto para a paciente, mas nem sempre o procedimento pode ser realizado junto com a retirada do nódulo. Caso não seja possível, algumas lojas especializadas em artigos médicos oferecem próteses externas que colaboram com a inclusão social da paciente.

Em alguns tratamentos, é possível ter que encarar a queda de cabelo, o que pode ser uma excelente oportunidade para inovar no visual. Perucas naturais e lenços de várias cores e estampas podem trazer de volta a confiança e a autoestima.

Manter-se ativo pode ser uma forma eficaz de se combater a doença. Por isso, respeite os dias de repouso necessários durante o tratamento, mas lembre-se sempre que não é preciso abandonar o trabalho ou convívio com familiares e amigos.

O bom humor e a positividade são importantes para o bom resultado na luta contra o câncer de mama. Muito médicos têm acompanhado pacientes que respondem melhor ao tratamento quando participam de grupos online de vítimas da doença e que contam com a confiança no ciclo familiar e de amizades para se fortalecer.

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