Cadastre-se
vida completa é
amar sem fronteiras

o que é

Nem todo bipolar é depressivo assim como nem todo depressivo é bipolar. A Depressão é um distúrbio potencialmente grave que afeta a racionalidade e a maneira que o paciente sente, pensa e age em seu dia a dia.

Tristeza, pessimismo, ansiedade e baixa autoestima aparecem com frequência e esses sentimentos podem durar meses ou anos, dependendo da intensidade e do tratamento psico-psiquiátrico adotado, seja com o uso de medicações ou terapias alternativas.

No caso da Bipolaridade, os pacientes apresentam uma maior variação entre o bom humor e períodos de irritação e desânimo. Esta instabilidade pode durar dias, semanas ou meses, prejudicando seriamente as relações interpessoais do paciente. São comuns em bipolares também episódios maníacos, depressão profunda, picos de energia e impulsividade.

De acordo com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtorno Afetivo (ABRATA), existem quatro classificações de bipolaridade:

O Transtorno Bipolar I acomete cerca de 1% da população mundial e os pacientes costumam apresentar quadros maníacos depressivos, caracterizados por pelo menos um episódio maníaco ou misto. Já o Transtorno Bipolar II, a doença pode envolver episódios de alterações constantes de humor e de depressão grave com mais frequência.

Quando há uma manifestação mais leve do transtorno, com ciclos menores de mudanças do humor e menor grau de depressão e compulsividade, os especialistas costumam chamar a bipolaridade de Ciclotimia.

Existem casos também de Transtorno Induzido, onde as características diagnosticadas são as mesmas: mania, hipomania e depressão. O que varia é que os estados surgem e se tornam um problema devido ao uso de alguma substância.

Tanto os transtornos depressivos e de bipolaridade são responsáveis por alterar o funcionamento mental de uma pessoa, prejudicando o desempenho na vida familiar, pessoal, profissional, de humor, raciocínio e comportamento por frequência, gravidade e duração variáveis.

Os sintomas de depressão e de bipolaridade podem ser confundidos. Por isso, consultar um psicólogo ou psiquiatra é fundamental para um diagnóstico efetivo, bem como a indicação e acompanhamento do melhor tratamento para cada caso.

sintomas

É comum, mas muito perigoso o auto-diagnóstico. Alguns pacientes mesmo sem consultar um psicólogo ou psiquiatra utilizam medicações e terapias acreditando estar sofrendo dessas doenças.

Buscar ajuda e orientação é importante. Por isso, fique atento para alguns sintomas:

Possíveis sintomas da depressão:

  • Angústia e ansiedade
  • Desânimo constante
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Pessimismo, sentimento de culpa
  • Baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida
  • Necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Não sentir alegria em atividades que considera agradáveis
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
  • Medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
  • Em quadros mais graves, a pessoa pode apresentar desejo e tentativa de suicídio

Possíveis sintomas de transtorno bipolar:  
Bipolares podem apresentar crises maníacas e depressivas, simultânea ou alternadamente.
Fase maníaca

  • Pensamentos acelerados
  • Distração
  • Redução do sono
  • Gastos financeiros excessivos
  • Hiperatividade / aumento de energia
  • Perda de controle do temperamento
  • Compulsão alimentar
  • Autoestima alta
  • Agitação ou irritação

Fase depressiva

  • Desânimo / tristeza
  • Dificuldade de concentração
  • Cansaço
  • Perda de interesse em tudo
  • Baixa autoestima e sentimento de inutilidade
  • Pensamentos suicidas
  • Afastamento de amigos e família

quem está sujeito

Embora não seja mandatório, o histórico familiar pode ser um agravante para pacientes depressivos e bipolares, além de alguns aspectos distintos que podem ser considerados fatores de risco.

Depressão

  • Passar constantemente por estresse ou ser uma pessoa estressada
  • Ter passado por perdas e lutos
  • Traumas de infância
  • Timidez, introspecção e insegurança
  • Ter histórico de experiências de fracassos
  • Pouco convívio social e relações desestruturadas
  • Por questões hormonais, mulheres tem uma predisposição maior a desenvolver a doença

Bipolaridade

  • Estresse intenso e rotineiro
  • Uso e abuso de drogas ou álcool
  • Mudanças de vida
  • Experiências traumáticas

diagnóstico

Ajuda psicológica e psiquiátrica é fundamental para identificar o melhor tratamento e estar acompanhado de um parente, amigo ou pessoa de confiança pode ajudar, uma vez que essa entrevista inicial é parte fundamental do processo.

O paciente precisa conversar sobre tudo que está sentindo e descrever sua rotina e sentimentos em detalhes, para que o profissional faça as análises necessárias.  Em alguns casos, o distúrbio pode estar relacionado a alguma outra doença e essas alterações podem ser confirmadas através de exames de sangue, urina e tomografias.

Terapias alternativas e medicações orais também podem ser testadas e avaliadas neste estágio como parte do tratamento.

prevenção

Tratamento psicológico, mesmo que ainda seja um tabu para parte das pessoas, é a forma mais eficaz para prevenir o desencadeamento deste tipo de doenças, independentemente se já há algum distúrbio diagnosticado ou se está ocorrendo o enfrentamento de situações adversas.

A atividade física é uma forte aliada na prevenção de transtornos mentais e qualquer que seja o tipo de atividade física escolhida e praticada com periodicidade ajuda a liberar endorfina, hormônio responsável pela sensação de satisfação e relaxamento.

Investir no lazer ou algo que proporcione bem-estar pelo menos duas vezes na semana é uma forma de resgatar a tranquilidade roubada por conta da correria do dia a dia, e que geram estresse – uma das principais causas dos distúrbios psicológicos.

Uma boa noite de sono ajuda na manutenção do humor e ajuda a evitar o surgimento da depressão.

tratamento

Existem diversos tipos de medicamentos para tratar quadros de depressão e de transtorno bipolar. O tipo de medicamento varia caso a caso, assim como sua dosagem e duração do tratamento. Apenas um médico psiquiatra está autorizado a prescrever esse tipo de medicação.
O que não posso fazer?
Acreditar em diagnósticos de terceiros, como algum amigo que diz que você está depressivo ou é bipolar. Outra falha comum é a automedicação por pessoas que não foram corretamente diagnosticadas.

É possível manter a qualidade de vida quando se está em correto tratamento.

continuidade & check-up

Confira algumas dicas do Programa Fazbem para conviver com essas doenças:

- Não perca as consultas com seu psicólogo ou psiquiatra e abra seus sentimentos sem medo. O profissional é seu maior aliado e, se achar necessário, você pode levar algum parente, amigo ou alguém de confiança nas consultas.

- Foque o seu pensamento no presente, tentando aprender com cada momento e sentimento pelo qual está passando.

- Um caderno ou aplicativo para anotar coisas boas pode ajudar você a conhecer a si mesmo. Todos os dias, uma ou duas horas antes de dormir pense em tudo de bom que te aconteceu para que você tenha uma agenda positiva

- Tente estabelecer metas diárias a seguir, com coisas que parecem pequenas. Acordar cedo, passear com o cachorro podem parecer tarefas simples e quando vistas como metas, passam a ter mais importância e podem ajudar a melhorar o seu astral.

voltar

Conheça a síndrome do pânico e saiba como controlar as crises

terça-feira, 08 de agosto de 2017

A síndrome do pânico é uma das doenças psicológicas que mais afetam a população atualmente. O transtorno, que reúne sintomas físicos e psicológicos, se caracteriza por ataques de ansiedade de curta duração, onde o paciente tem a nítida sensação que vai morrer ou perder o controle sobre si mesmo.

As causas para o aparecimento da doença ainda não foram esclarecidas, estudos indicam que fatores genéticos e ambientais estão entre os gatilhos mais comuns para o surgimento do transtorno.

O tratamento da síndrome do pânico inclui a psicoterapia. Porém, algumas atitudes simples podem ajudar a controlar uma crise de pânico.

 Se distraia: Focar em outra atividade, como a leitura de um livro ou até mesmo conversar com alguém, pode ajudar no controle da crise, pois dessa forma a mente não fica completamente focada nas sensações ruins ocasionadas pelo transtorno.

Controle a respiração: Respirar devagar e calmamente pode ajudar a controlar a sensação de falta de ar ocasionada pela crise.

Pratique exercícios: Atividades aeróbicas como corrida e natação provocam aumento da freqüência cardíaca, que é uma das sensações da síndrome, em um contexto agradável, o que pode ajudar o paciente no controle das emoções em um momento de crise.


você poderá gostar