sexta-feira, 08 nov 2024
Seja para ajustar a dose à indicação médica, pagar mais barato pelo tratamento ou facilitar na hora de engolir, muitos optam por dividir o remédio ao meio - principalmente quando há aqueles sulcos marcando o comprimido.
Mas isso pode impactar não só a eficácia do medicamento, como também oferecer risco à saúde de quem o faz.1
Continue lendo para entender melhor!
Optar pelo corte do medicamento pode resultar em vários cenários que não são ideais. Principalmente quando são comprimidos revestidos - um tipo específico que não deve ser cortado em hipótese alguma. 1
Isso porque eles são construídos com uma película protetora que serve para mascarar o sabor das substâncias e se dissolver em nosso corpo apenas quando já estiver no trato digestivo.1,2
Além disso, os modelos com sulco - ou seja, aquela pequena linha ou vão no meio do remédio - pode, sim, servir de auxílio para que o corte seja mais preciso, proporcionando duas doses iguais. Entretanto, sua verdadeira utilidade é a de aumentar a resistência mecânica da formulação. Isto é, aumentar a durabilidade e a eficácia do princípio ativo.2
Ao realizar esse corte, há dois riscos principais:
Doses diferentes: com métodos caseiros, fica difícil ter controle total sobre o corte e assegurar que, de fato, o meio comprimido representa metade da dose;2
A biossegurança: ao utilizar utensílios como facas de cozinha, eles podem não ter sido higienizados de maneira correta, oferecendo risco de contaminações.3
Por fim, a automedicação é um exemplo frequente no qual a pessoa compra um medicamento de dose maior, pensando que reparti-lo resolverá seu problema. Acontece que, sem as devidas orientações médicas, não é seguro adotar esse tipo de prática.1,2
Para alguns tratamentos, a prescrição médica pode incluir uma dose que ainda não é ofertada no mercado. Assim, fica necessária a realização da repartição.
Nesses casos, o ideal é consultar o profissional de saúde e entender como isso pode ser feito. Existem instrumentos específicos a serem utilizados nesse processo - que de forma alguma deve ser feito com facas ou outros utensílios de cozinha.3
É aconselhado utilizar cortadores que permitem uma precisão maior no corte, oferecendo mais segurança à dose administrada.2
Tem outras dúvidas sobre boas práticas de administração de medicamentos? Então, continue acompanhando o blog do Programa FazBem, da AstraZeneca.
Esse é um conteúdo de uma série que abordará dicas úteis para otimizar e adicionar mais segurança em todo o processo de tratamento. Clique aqui e confira!
BR-36286. Material destinado a todos os públicos. Out/2024.