terça-feira, 21 jan 2025
Se você se identificou com o título, a gente precisa te dizer: sim, você sonha. Todas as noites, inclusive. O que acontece provavelmente é que você não lembra. E isso é normal!1
Neste artigo, a gente vai explicar algumas curiosidades que vão te ajudar a entender o que acontece com seu cérebro enquanto dorme.
Por fim, mas não menos importante, também vamos dar algumas dicas valiosas para que seu sono seja ainda mais reparador. Continue acompanhando!
Os sonhos são um conjunto de imagens e elementos que o cérebro produz durante o sono. Mas isso não é exatamente novidade. O que muitos querem saber é o motivo pelo qual isso acontece.2
Há várias explicações diferentes dependendo do viés de quem fala. Nós, do Programa FazBem, como sempre vamos pelo lado da ciência. E o que não faltam são estudos falando sobre isso.
Fortalecer a memória: há teorias que apontam que sonhar ajuda o cérebro a "fixar" o que foi vivido ao longo do dia. Isso é especialmente importante para o processo de aprendizagem;2
Esquecer o que não é relevante: ao mesmo tempo, aqueles acontecimentos de menor importância são "apagados" da mente para "deixar espaço" para o que deve permanecer;2
Manter o cérebro ativo: enquanto dormimos, não damos estímulos suficientes a esse órgão, mas, ao sonhar, nossa cabeça consegue se manter ativa de um jeito saudável;2
Aumentar a saúde dos neurotransmissores: por fim, há a hipótese de que os sonhos melhoram a saúde dos neurotransmissores - que são substâncias químicas produzidas pelos neurônios.2
Leia mais: Saiba como cuidar do sono e melhorar seu humor
Na verdade, como vimos, todo mundo sonha todas as noites. Mas se o que você quer saber é se é normal não lembrar-se deles: sim, pode acontecer e há uma explicação para isso.1
Os sonhos costumam acontecer em uma fase específica do sono, o REM (em inglês, "Rapid Eye Movement" ou "Movimento Rápido dos Olhos"). Essa é uma fase de, aproximadamente, 90 minutos de duração que acontece algumas vezes durante a noite.1
É nessa hora que acontecem os sonhos mais intensos, o sono fica mais profundo e que há maior atividade cerebral - isso quando comparado ao outro estágio: o não-REM.2
Entretanto, quando a pessoa está muito estressada ou tem problemas de ansiedade, depressão ou insônia, é mais difícil chegar ao estágio REM.2
Isso não quer dizer que ela não sonha, mas sim que pode ter problemas de memória, por exemplo. Afinal, o ciclo de sono está comprometido.2
Um sono de qualidade melhora o equilíbrio físico, mental e emocional do corpo. Mas não é só isso: ao dormir, o sistema imunológico é fortalecido, a prevenção de doenças se torna mais presente e o cérebro funciona melhor.3
Por outro lado, quando o sono não acontece de forma suficiente, o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas aumenta.3
Tenha em mente que dois processos diferentes regulam o sono: o ciclo circadiano e o ciclo homeostático.4
Os nomes são complexos, mas você já deve ter ouvido falar deles. O primeiro refere-se ao relógio interno do corpo - o que depende, principalmente, da relação entre a luz e a melatonina.4
Esse hormônio é responsável, entre outras coisas, por nos deixar sonolentos. E ele é produzido principalmente quando há ausência de luz. Ou seja, de noite - daí a importância de manter as telas desligadas antes de ir dormir.4
Já o ciclo homeostático depende da quantidade de horas que passamos acordados. Durante o dia, o cérebro vai gerando, acumulando e guardando substâncias que promovem o sono. Ao dormir, isso é liberado e, assim, ficamos alertas novamente.4
Então, um sono de qualidade, bem reparador, acontece quando os dois ciclos estão sincronizados: unindo o relógio interno com a propensão de dormir.4
Alguns cuidados ajudam a manter a sincronia entre o ciclo circadiano e o ciclo homeostático. Vamos falar sobre eles!
Fazer exercícios físicos, mas não próximo da hora de dormir;4
Deixar o quarto o mais silencioso e escuro possível;4
Criar uma rotina com horários para dormir e acordar;4
Evitar cochilar por mais de 45 minutos ao longo do dia;4
Não fumar e nem beber álcool até 4 horas antes de deitar;4
Não tomar café pelo menos 6 horas antes de dormir.4
Esses hábitos podem te ajudar a dormir melhor e valem a tentativa. Mas é possível que algumas pessoas, ainda assim, tenham dificuldade em descansar. Nesse caso, é essencial procurar um médico.4
Acordar muito cansado, roncar e/ou não conseguir pegar no sono com facilidade pode ser sinal de problemas de saúde que pedem um tratamento especializado e não apenas uma mudança de comportamento e devem ser investigados por um médico.4
Ter episódios pontuais de azia - que é quando o ácido do estômago retorna para o esôfago - pode acontecer.
No caso da Doença de Refluxo Gastroesofágico (DRGE), muitos diagnosticados experimentam os sintomas de forma mais frequente na hora de dormir, o que pode atrapalhar bastante a qualidade do sono.5
Afinal, é bem mais difícil descansar quando está sentindo azia, tendo quadros de regurgitação, dores de garganta ou até dores no peito, não é mesmo?
Acontece que, ao deitar, a gravidade facilita o ácido estomacal a retornar para o esôfago - e a saliva, que geralmente ajuda a neutralizar isso, é reduzida em estágios mais profundos de sono.5
Por isso, é muito importante que as pessoas com refluxo conversem com seus médicos para ajustar a rotina de forma a reduzir esses efeitos. De qualquer forma, há alguns cuidados que podem ser valiosos para esse público. Veja:5
Evite alimentos gordurosos ou que desencadeiam a DRGE antes de deitar;5
Deite virado para o lado esquerdo;5
Tente elevar a parte superior da cama em pelo menos 15 cm;5
Invista em cuidados gerais de sono.5
Confira: Refluxo: o que você precisa saber para prevenir e tratar
E, se você quiser saber mais sobre a Doença do Refluxo Gastroesofágico, temos uma página dedicada ao assunto. Clique aqui e confira!
Este é um material informativo e não substitui o aconselhamento com um profissional da saúde.
BR-36524. Material disponível para todos os públicos. Nov/2024.