sexta-feira, 09 set 2024
Assim que a Síndrome Hemolítica Urêmica Atípica (SHUa) é diagnosticada, uma nova rotina de cuidados já começa a existir na vida do paciente e de seus familiares. Mas, ainda que gere preocupações iniciais - ainda mais presentes no caso de uma doença rara -, a boa notícia é que a SHUa tem tratamento e pode ter suas manifestações controladas de maneira segura.1
Para que tudo possa ocorrer da melhor forma e as funções do organismo possam ser preservadas, o diagnóstico precoce é um passo fundamental. No entanto, os primeiros sinais da Síndrome Hemolítica Urêmica Atípica (SHUa) muitas vezes envolvem sintomas que comprometem diversas regiões do corpo, como cansaço, dor de cabeça, problemas gastrointestinais e disfunções renais, o que pode dificultar a rápida identificação da doença e evoluir o quadro.1
Por isso, a busca por ajuda médica é essencial assim que esses sinais surjam de forma aguda e repentina.2 A partir do primeiro atendimento, o diagnóstico irá envolver uma abordagem multidisciplinar composta de avaliação clínica, análise genética e exames laboratoriais, que permitem a exclusão de outras condições que possam causar sintomas parecidos, como SHUa típica, púrpura trombocitopênica trombótica, entre outras.2
O tratamento de SHUa é bastante individualizado. Seu objetivo é, principalmente, estabilizar os sintomas e prevenir que a doença reincida no longo prazo. Por ser uma doença rara e de condição variável, seu cuidado não envolve uma abordagem única e pode incluir algumas diferentes opções terapêuticas, como o tratamento para a disfunção renal, além de cuidados de suporte.3,4
Uma vez que os sintomas mais graves da SHUa tenham sido controlados, o acompanhamento médico é essencial para garantir que tudo esteja indo bem e evitar futuras complicações. Na SHUa, o sistema complemento sofre desbalanceamentos contínuos, o que exige a continuidade do tratamento para evitar que o quadro evolua para enfermidades mais graves.3,4
No momento do aparecimento de sintomas agudos e graves relacionados à SHUa, o paciente muitas vezes é internado em UTI para que possa receber transfusões sanguíneas e realizar a diálise, um processo de filtração que remove excesso de resíduos e de líquidos do sangue.3
Após este momento, os médicos responsáveis por acompanhar o tratamento da SHUa são, na maioria dos casos, um nefrologista e hematologista, ambos podendo ser pediátricos ou de adultos.1
O papel do nefrologista é monitorar continuamente o funcionamento dos rins por meio de exames de sangue ou de urina, de forma a verificar se há algum retorno dos sintomas. Esse acompanhamento também busca verificar se os medicamentos utilizados estão funcionando como o esperado e ajustar as doses, caso necessário.1
Vale sempre lembrar que cada organismo é único e irá responder de forma bastante individual aos tratamentos. Por isso, o acompanhamento médico desde os primeiros sintomas e principalmente durante o tratamento com o nefrologista é fundamental para que estes cuidados continuem sendo eficazes e que a jornada do paciente seja a mais saudável possível.2
BR-36219. Material destinado a todos os públicos. Nov/2024.