Você sabia que o coração de um adulto bate, em média, 100 mil vezes por dia? Isso significa que, aproximadamente, 7 mil litros de sangue são bombeados a cada 24h!

Esse órgão é responsável por, dentre várias outras funções, abastecer cada parte do corpo com os suprimentos necessários para manter o organismo funcionando e por descartar aquilo que não vai te fazer bem.¹

Para isso, há todo um sistema inteligente por trás. Se você está em repouso, por exemplo, não é necessário tanto oxigênio circulando. Então, o coração passa a bombear o sangue mais lentamente. Já quando há uma prática de atividade física ou uma emoção muito forte, aí esse pequeno músculo passa a bater mais rápido para fornecer às células a maior quantidade de nutrientes e oxigênio que elas precisam.¹

Mas o que será que acontece quando esse órgão tão vital passa a não funcionar corretamente? É isso que vamos te contar aqui. Continue lendo para conferir!

Sabe todo aquele sangue que o coração de um adulto bombeia diariamente? Quem é diagnosticado com insuficiência cardíaca não consegue fazer isso da melhor maneira. Isso porque ou o órgão tem algum problema para contrair ou para relaxar a musculatura.²

E essa é uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo. Não à toa, a insuficiência cardíaca pede um acompanhamento especial junto aos cardiologistas. E é aí que está um dos desafios.³

Muitos dos sintomas dessa condição podem ser facilmente confundidos com outros problemas de saúde - alguns que nem possuem relação com questões cardiovasculares. Como resultado, diversos pacientes demoram a procurar o especialista, o que torna a jornada do diagnóstico bem mais longa.

Os principais sintomas dessa doença são:

Os sintomas da insuficiência cardíaca, apesar de variarem de pessoa para pessoa, são iguais independentemente do tipo que seja diagnosticado - e são três as classificações possíveis:⁴

Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER): quando o órgão não contrai da maneira correta e o exame ecocardiograma mostra que o bombeamento de sangue (também chamado de "ejeção") está em menos de 40%;²

Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Levemente Reduzida (ICFELR): tem a mesma característica do caso anterior, mas, nessa classificação, a ejeção está entre 41% e 49%;²

Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP): aqui, os músculos contraem corretamente, mas têm dificuldade para relaxar. O resultado é que o bombeamento fica em mais de 50% acima da média.²

Essa última, a ICFEP, costuma estar diretamente relacionada a outros diagnósticos. Vamos falar sobre isso!⁴

Se a pessoa tem mais de 55 anos, é importante ter um olhar ainda mais atento para a insuficiência cardíaca. Isso porque, a partir dessa faixa etária, a incidência da condição é de 30%. Para se ter uma ideia, em pessoas mais jovens, a média fica entre 1% e 2%.²,⁴
Mas não é só a idade que é considerada um fator de risco. Quando se trata da ICFEP, o principal alerta é já ter recebido o diagnóstico de alguma dessas doenças:⁴

  • Hipertensão arterial;⁴
  • Apneia obstrutiva do sono;⁴
  • Doença arterial coronariana;⁴
  • Diabetes;⁴
  • Doença renal crônica;⁴
  • Obesidade;⁴
  • Fibrilação atrial (um tipo de arritmia cardíaca);⁴
  • Anemia;⁴
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica.⁴

Por isso, é importante cuidar da saúde como um todo e manter o acompanhamento médico em dia. Até porque, algumas dessas enfermidades, como a obesidade e a hipertensão arterial, podem não só aumentar o risco da insuficiência cardíaca, mas de outros diagnósticos relacionados ao coração também.⁵

Algumas questões que podem impactar o coração não estão sob o seu controle, como o histórico familiar, por exemplo. Mas outros riscos podem ser evitados com algumas mudanças de hábitos. E a notícia boa é que essa atitude só depende de você!2

Então, que tal colocar as dicas abaixo em prática hoje mesmo?

O tratamento para insuficiência cardíaca, seja qual for o tipo identificado, vai ser descrito pelo médico especialista. Isso porque a orientação precisa levar em consideração todo o histórico do paciente, existência ou não de outras enfermidades e gravidade do caso.⁷

Geralmente, a prescrição envolve desde mudanças na rotina - como o consumo moderado de sal - até opções medicamentosas, intervenções cirúrgicas e implante de marca-passo.⁷

BR-32847. Material destinado a todos os públicos. Jun/2024.

  1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Coração.
    Disponível em: https://www.inf.ufsc.br/~j.barreto/Projetos/
    Luciana/aplicativo/coracao.html
    . Acesso em: 06 de jun 2024.
  2. HOSPITAL ALBERT EINSTEIN. Insuficiência Cardíaca.
    Disponível: https://www.einstein.br/doencas-sintomas/
    insuficiencia-cardiaca
    . Acesso em: 07 jun 2024.
  3. NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE. Distribuição Espacial de Mortalidade por Insuficiência Cardíaca no Brasil, 1996-2017.
    Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/
    PMC8959057/
    . Acesso em: 06 de jun 2024.
  4. Machado, Gustavo Dalto Barroso; Santos, Cedália Rosane
    Campos dos; Canevese, Francesca Fiori; Willes, Jéssica;
    Medeiros, Ana Maria Brito. Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada: fisiopatologia e manejo. 2015. ID:
    biblio-879710. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/
    portal/resource/pt/biblio-879710
    . Acesso em: 07 jun 2024.
  5. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Doenças cardiovasculares: principal causa de morte no mundo pode ser prevenida. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-
    sanitaria/2022/09/doencas-cardiovasculares-principal-causa-
    de-morte-no-mundo-pode-ser-prevenida
    . Acesso em: 07 jun
    de 2024.
  6. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde do coração. Disponível em:
    https://bvsms.saude.gov.br/saude-do-coracao/. Acesso em: 07 jun 2024.
  7. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Tratamento de insuficiência
    cardíaca. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/servicos-
    estaduais/tratamento-de-insuficiencia-cardiaca-1
    . Acesso em:
    07 jun 2024.

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